Aglomerado
Uma das razões pela quais a música “Arround the World” de Daft Punk se popularizou, foi o seu video. Dirigido por Michel Gondry e coreografado por Branca Li, o video consiste numa coreografia executada por vários grupos de indivíduos. Os diferentes grupos diferenciam-se pela caracterização e cada grupo corresponde a uma camada sonora movimentando-se como tal. O resultado é um complexo, mas harmonioso aglomerado de sons e coreografias.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Do sonho à realidade…(aumentada)
A Realidade Aumentada (AR) consiste numa visão em que o Mundo real se funde com um Mundo virtual, originando uma Realidade Misturada.
A realidade Aumentada é já utilizada em diversos campos, como na medicina, na arquitectura, na prototipagem, na execução de mapas 3D, na publicidade, na educação e no entretenimento. O domínio que considero mais interessante, não é citado na Wikipedia. Trata-se da realização de sonhos.
Existem determinados desejos nos quais só acreditamos enquanto crianças. A perda da inocência e da ingenuidade leva ao abandono dos sonhos.
Devia ser proibido deixar de sonhar!
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Na procura de soluções para problemas de comunicação, deparei-me com o seguinte cenário:
“6 Powerful Ways to Solve Communication Problems at Work“
“How to Solve Communication Problems“
Estes e muitos outros sites, encontram-se recheados de tutoriais para aprender a comunicar e centram-se principalmente, na comunicação dentro de empresas.
As empresas situam-se, normalmente em zonas urbanas. E o espaço urbano é, por várias razões, propício não só às falhas, como à falta de comunicação. Os centros urbanos apresentam um número de habitantes mais alargado que os centro rurais. Este facto contribui para o individualismo e até algum receio relativamente ao desconhecido.
A comunicação pressupõe uma aprendizagem baseada em experiências e valores que delas provêm. A base da comunicação é apreendida pelos indivíduos enquanto crianças, no entanto, este processo de aprendizagem não se resume à infância, vai enriquecendo com cada experiência interactiva devido à subjectividade de cada individuo. Quero, com isto dizer que, com diferentes sujeitos, comunicamos de modos distintos.
Voltando às questões que dificultam a comunicação no meio urbano, existem medidas que as podem combater.
Design / Urbanismo /Interactividade
Eis alguns dos resultados da união entre estes termos.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
UM´09
Decorreu de 12 a 15 de Novembro a segunda edição do UM – Festival Internacional de Intermedia Experimental ‘09 que teve como tema a Paisagem enquanto espaço de vivência e a sua percepção. É, como diz a descrição, a presença humana no mundo. Pretendeu-se neste festival uma mistura de práticas experimentais que de alguma forma interpretem e fomentem a crítica do mundo.
No debate Desta Posição – construção da paisagem e as inter-relações entre som, imagem, arquitectura e espaço, Carsten Stabenow e Geert-Jan Hobijn (Staalplaat Sound System) focaram a construção do espaço e as relações deste com o som. Explorando ruídos quotidianos geralmente incomodativos, este colectivo cria instalações que misturam, ampliam ou simplesmente isolam estes sons de forma a torná-los mais atractivos e interessantes, através do reconhecimento da sua origem. Na instalação-concerto Yokomono (apresentada na inauguração da exposição no primeiro dia do festival), 10 vinyl killers (carrinhos vermelhos que funcionam como agulhas), giram ao longo dos vinis, cada um com o seu transmissor FM que comunica com a mesa onde são misturados e criam ritmos cada vez mais complexos. Com uma exposição tão clara do processo, compreendeu-se a origem de cada som e como ele encaixa em toda a construção sonora.
Na apresentação do workshop Construir o Próprio Interface Musical, Frank Baldé e Takuro Mizuta Lippit (STEIM) apresentaram técnicas de physical computing que permitem, com a interacção entre softwares apropriados (junXion e LiSa) e dispositivos associados, criar novos instrumentos musicais. Aliados à música electrónica desenvolvem projectos em conjunto com vários artistas performativos, tendo como objectivo “a human approach to technology” e promovendo uma aproximação diferente através do toque e da habilidade corporal (Cracklebox) ou vocal (Alex Nowitz – Voz, Wiimote e LiSa) de cada artista.
Na conversa Estudos e Sensibilidades Elevados: Aumentar a Consciência e o Conhecimento Sensorial, Evelina Domnitch e Dmitry Gelfand e Terike Haapoja introduzem uma linguagem científica aos seus projectos. Os primeiros criam experiências sensoriais através de processos físicos e químicos, procurando a transcendência do observador pela descoberta científica (Sonolevitation e 10000 Peacock Feathers in Foaming Acid). Terike Haapoja desenvolve instalações relacionados com a vida do Homem na Terra, utilizando os novos media (Dialogue). No seu projecto Entropy, que se encontra na exposição do festival, podemos assistir à projecção de infravermelhos do arrefecimento do corpo morto de um cavalo.
Na exposição do festival (que decorre até 27 de Novembro no ECV Fiat Garage), conseguiu-se uma visão ampla do conceito de Paisagem aplicado aos vários media. Destacam-se Julius von Bismarck (Image Fulgurator – um dispositivo de projecção clandestino que manipula o resultado das fotografias, não sendo perceptível a olho nú) e Torsten Posselt, Benjamin Maus e Frederic Gmeiner (Extracts of Local Distance – uma técnica de análise de imagem que cria novas percepções arquitectónicas por um novo ponto de fuga).
Os concertos de dia 13 na ZDB decorreram no formato QuWack, em que o público se situava no meio de dois palcos onde os vários músicos tocavam a solo durante 15 minutos e em colaboração improvisada durante 5 minutos. O tempo era cronometrado numa projecção e cumprido à regra. Katapulto e Bass Clef foram alguns dos projectos mais interessantes.
Filed under: Uncategorized | 1 Comment
Comunicação virulenta
A comunicação é um campo repleto de falhas. A mensagem vê-se muitas vezes perdida no espaço entre o emissor e o receptor. Estes, encontram-se rodeados de um determinado ambiente/contexto e tudo o que este engloba. Assim sendo, os problemas de comunicação podem advir do emissor, do receptor ou de de factores externos mas pertencentes ao contexto, como o ruído.
Quando o erro parte do emissor pode tratar-se de:
Falta de clareza na transmissão da mensagem;
Omissão, intencional ou não, de sentimentos;
Diferenças culturais;
Língua.
Quando parte do receptor:
Défice de atenção;
Suposição de conhecimento prévio acerca da mensagem ou do emissor(conclusões precipitadas).
Segundo Guruka Sigh Khalsa em “Effective Communication“, o principal responsável pelas falhas de comunicação é o enqudramento/referência individual. Esta referência é subjectiva e consiste em tudo aquilo em que o indivíduo acredita que seja ou não, verdade. Quando comunicamos, interpretamos a mensagem dentro dos parâmetros da nossa moldura referêncial, o que dá origem a conflictos.
Guruka acredita que, para comunicar, é preciso pôr de lado as nossas referências.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Touch! Generations
Desde o surgimento dos videojogos, os interfaces e, consequentemente, os modos de interacção têm vindo sempre a evoluir. Não se observa nenhum tipo de estagnação. Parece que as ideias e tecnologias que as alimentam são ambas inesgotáveis.
A Nintendo iniciou-se nos videojogos em meados da década de 1970. A perda de mercado para fabricantes como a Bandai e a Atari, levaram Hiroshi Yamauchi a entrar num novo universo, do qual Game & Watch foi o primeiro fruto.

O percurso da Nintendo apresentou diversas fases de acordo com as novas necessidades que foi criando nos utilizadores:
1 – Facilidade de transporte (Gameboy);
2 – Maior potência (Super Nintendo de 16 bits);
3 – Tridimensionalidade (Nintendo 64);
4 – Opção multiplayer em consola portátil (Gameboy Advance);
5 – Originalidade e inovação formal (GameCube);
6 – Conforto e biblioteca de software (Gameboy Advance SP);
7 - Touchscreen, reconhecimento de voz e Wi-Fi (Nintendo DS).
8 – Em 2006 nasceu a Nintendo Wii.

Como se encontra expresso na imagem proveniente do site da Wii Nintendo, o principal objectivo desta consola passa pela simplificação de utilização através dos intuitivos interfaces Wiimote e Nunchuk. A simplicidade e intuição permitem que qualquer pessoa, independentemente de já ter ou não, utilizado uma consola, possa compreende-la sem quaisquer problemas. Assim, todos podem jogar! A Wii fomenta a interactividade, principalmente em família. Quando o interface é simples compreensível e intuitivo, inspira confiança.

Uns dos interfaces biológicos que melhor conhecemos são as nossas mãos. É delas que nos servimos para transmitir e receber a maior parte das informações sensoriais tácteis. Se confiamos nas terminações dos nossos membros superiores, talvez esteja na hora de venerarmos os nossos dedos. Podem vir a tornar-se ainda mais úteis.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Liberdade para interagir

A expressão BLINKENLICHTEN – Blinkenlights consiste num neologismo proveniente deste “Aviso”, que não é mais que uma brincadeira de hackers. Parece estar escrito em alemão, mas foi concebido para ser compreendido em inglês.
Blinkenlights foi o nome dado à primeira fase de uma instalação de luz interactiva que ocorreu em Berlim na Haus des Lehrers.
Dirigido pelos CCC (Chaos Computer Club), este projecto teve, na sua primeira fase, em 2001, aquando do vigésimo aniversário do Club e da morte de Wau Holland (co-fundador dos CCC), o objectivo de homenagear a sua vida e tudo que fez pela comunidade hacker.
A Haus des Lehrers transformou-se no maior monitor interactivo!
Um conjunto de 144 pixéis / janelas permitiu que, durante a noite, se jogasse PONG num monitor monumental e fossem surgindo inúmeras Loveletters e animações construídas por todos os que aceitaram o convite à interacção lançado pela comunidade hacker alemã.
Esta comunidade rege-se por princípios próprios hacker ethic e tem como principais objectivos a liberdade de informação e o direito de comunicação, a democratização do acesso a infra-estruturas tecnológicas e a luta por um governo transparente.
O Blinkenlights reflecte estes valores através do incentivo à participação e consequente partilha de informação.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
A complexa simplicidade
No decorrer da minha vida académica, dei-me conta que os estudantes que tinham mais necessidade de usar computadores, confiavam no Mac como ferramenta de trabalho. Observei, inúmeras vezes, a troca do velho, lento, complicado e doente PC pelo elegante, acessível, hábil e sempre jovem Mac.
“É lindo.
Por dentro e por fora.
Uma vez que o software em todos os Mac é criado pela mesma empresa que constrói o próprio Mac, obtém um computador totalmente integrado que é tão seguro, estável e potente quanto é elegante e fácil de utilizar.
Não apanha vírus de PC
Concebido a pensar na segurança, o Mac OS X não é afectado pelos constantes ataques de vírus e malware de PC.
Da mesma forma, não diminui o seu ritmo de trabalho com constantes avisos de segurança e verificações do sistema.
Todos os Mac são seguros mal saem da caixa, para que possa trabalhar – ou divertir-se – em segurança e sem interrupções.
Sempre actualizado
Um Mac verifica regularmente a existência de actualizações para o Mac OS X e qualquer software Apple incluído,
fazendo os respectivos downloads. Ou seja, um Mac fica melhor com a idade.
Já nasceu preparado
Ao contrário dos outros computadores que obrigam a passar horas a configurar dispositivos, o Mac liga a câmaras digitais, dispositivos sem fios ou unidades externas e funciona. Sem problemas.”
Como caloira na Mac experience e consciente de toda a simplificação que significa, surgem-me algumas dúvidas:
Se o Mac é fácil de usar, porque nem sempre o compreendo?
Os bloqueios que sofro diante de um Mac, são uma constante. Quero levá-lo a realizar uma acção, mas não sei que ordem dar.
Será que o interface não é suficientemente intuitivo? Ou será a minha ignorância derivada dos muitos anos de PC, que não me permite compreender um sistema mental mais simples?
Por vezes, é necessário aprender para compreender a simplicidade. Sendo o ser humano complexo, nem sempre tem facilidade em perceber o que é simples.
“Simplicity is an acquired taste. Mankind, left free, instinctively complicates life.”
Katherine F. Gerould
Frequentemente nos confrontamos com determinados objectos que, parecendo estranhos, são dotados da forma ideal para desempenhar a função para a qual foram criados. Podemos não os reconhecer à partida, não compreender para que servem.
E quando, finalmente percebemos que são perfeitos na sua utilização, pensamos:
“Como é que nunca ninguém tinha pensado nisto? ”
O Mac ainda é, para mim, um objecto estranho. Mas tenho a certeza que a interacção me ajudará a descobrir o seu sistema mental e, consequentemente, a transformar o meu receio do lugar frio e inibidor em simplicidade intuitiva
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Os meios de interacção têm vindo a mudar ao longo dos anos mas, não necessariamente, a evoluir. A evolução prende-se com a velocidade e facilidade de comunicação e difusão de informação, à semelhança do que aconteceu na Revolução Industrial. As deslocações tornaram-se mais fáceis e rápidas e, consequentemente, a comunicação. Assim como a Web, os telemóveis, as Webcams… É indiscutível, o sem-fim de vantagens que estes meios têm para oferecer. No entanto, existem diferenças entre os utilizadores que nasceram sem estes meios e aqueles que, nascem já “com o mouse na mão”.
O poder manipulador dos media não é visto por todos do mesmo modo. O utilizador nascido na era da interactividade cibernética, tem tendência a confiar, quase cegamente, nos meios dos quais é dependente, porque nunca precisou de correr até casa de um amigo para saber como ele estava, não precisou de se deslocar para brincar ou jogar. Este tipo de interacção é encarado por muitos como o “normal”, conferindo um carácter físico a esta relação virtual.
E é devido a esta linha de pensamento que considero a introdução destes meios de interacção actuais, uma mudança e não uma evolução.
A interacção virtual não se pode comparar qualitativamente com a interacção física. É, apenas útil. Receio o fim das relações interpessoais “reais”.
Sou apologista da informação em estado bruto. O ser humano é provido de inteligência logo, deve ser capaz de analisar informações e de tirar as suas próprias ilações.
Os media têm o poder de direccionar a opinião pública. A manipulação é, neste sentido, uma arma que desprezo. Porém, pode constituir um valioso e criativo instrumento de trabalho quando aliado à ética.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Search
-
Blogroll


